Artigos, textos e entrevistas do autor sobre os diversos assuntos que envolvem o meio ambiente, saúde e qualidade de vida dos habitantes deste fantástico planeta chamado terra.(Articles, texts and author interviews on the various issues involving the environment, health and population life quality of this amazing planet called earth)
terça-feira, 24 de maio de 2016
sexta-feira, 20 de maio de 2016
CAPITALISMO SELVAGEM X CAPITALISMO SUSTENTÁVEL
CAPITALISMO SELVAGEM X CAPITALISMO SUSTENTÁVEL
Ser produtivo, desenvolver a agricultura, a
pecuária, a indústria, gerar trabalho e renda, investir em infra estutura
básica, melhorar a qualidade de vida da população e, paralelo a tudo isto,
proteger e recuperar o meio ambiente. Temos diante de nossos olhos uma equação
complexa, difícil de resolver, mas não impossível. Toda a atividade econômica,
obviamente, deve ser rentável aos seus
proprietários e acionistas, mas não pode estar dissociado da qualidade de vida e da renda de seus funcionários, seus
familiares, das comunidades
próximas e que são impactadas
diretamente pelas suas atividades, do meio ambiente, sempre muito impactado pelos sistemas produtivos e dos impostos que,
teoricamente, são revertidos para o benefício do Estado e da Nação. Mas como as
empresas dependem do faturamento para efetivação destas várias ações, elas
dependem da oscilação dos valores dos seus produtos no mercado interno e
externo, das variações das taxas de câmbio, do preço da matéria prima além de
outros fatores de menor peso. Dentre estes diversos aspectos, a ponderação da
empresa sob a tutela e fiscalização do Estado devem ser integradas e
discutidas visando os ganhos financeiros
do empregador, dos empregados, os ganhos sociais das comunidades e os ganhos
ambientais.
Vamos analisar o exemplo da mineradora Samarco.
A maior tragédia ambiental mundial causada
por uma mineradora que apresentou um lucro líquido em 2014 de R$ 2,8
bilhões. Os investimentos na prospecção, extração, tratamento e transporte do
minério são elevados e de alta tecnologia, visando uma exploração mais
eficiente, mas o sistema de deposição dos rejeitos é o mesmo de décadas atrás ou, séculos. Onde
estão os estudos e a implantação de
projetos de reaproveitamento de rejeitos?
Comparando os custos de implantação do saneamento básico de todas as cidades da
bacia do Rio Doce em relação a coleta e tratamento de esgoto e construção de
aterros sanitários com o lucro líquido da empresa em um único ano levamos um
susto. O custo estimado para sanear a bacia do Rio Doce está em torno de 1,5
bilhão de reais, quase a metade do lucro líquido total da empresa em 2014. Por conta da falta de investimentos em
pesquisa e desenvolvimento de aproveitamento de resíduos, a empresa agora irá
gastar algo em torno de R$ 20 bilhões para recuperar a bacia e ressarcir os
danos causados as populações. Imaginem se existisse uma política adequada na
empresa para uso do rejeito como matéria prima para processos produtivos. Dez
por cento do dinheiro que eles irão gastar para tentar voltar a situação
anterior a tragédia já seria o suficiente para sanear toda a bacia.
O nosso atual sistema desenvolvimentista e
capitalista baseado em lucros
exorbitantes e deficiência de investimentos em tecnologia industrial precisa de
mudanças urgentes para deixarmos de ser considerados uma mera colônia
fornecedora de mão de obra e recursos naturais.
quinta-feira, 19 de maio de 2016
sábado, 7 de maio de 2016
sábado, 23 de abril de 2016
quarta-feira, 20 de abril de 2016
quarta-feira, 30 de março de 2016
DESASTRE AMBIENTAL PREVISÍVEL PELO USO DOS COMBUSTÍVEIS FÓSSEIS
Duas agências americanas que monitoram o clima no planeta, a Noaa e
a Nasa informaram que 2015 foi o ano mais quente já registrado no planeta desde
o início das medições em 1880, há 136 anos. Os céticos poderiam falar que foi
devido, não a atividade humana mas aos fatores climáticos como o El Ninho,
afinal, o que ocorre neste período está entre os três mais intensos já
registrados. Mas o recorde anterior de
temperatura ocorreu em 2014, um ano antes. Coincidência? Talvez. Mas para os
defensores das mudanças climáticas a informação a seguir tem muito peso.
Segundo estas agências que monitoram o clima, dos 16 registros de anos mais
quentes da história, 15 ocorreram em pleno século 21, ou seja, entre ao anos de
2000 e 2015, o outro ano de recordes de temperatura foi em 1998, não muito
distante do século 21. E as previsões dos cientistas para 2016 são de novo
recorde de temperatura global com tendência de alta.
Na pesquisa das condições climáticas do planeta temos duas
situações. O registro do que já aconteceu e o que poderá acontecer, no futuro.
A previsão são fatos climáticos que
poderão acontecer. Não é bola de cristal, mas tem fundamento nos fatos climáticos
que já aconteceram. Apesar disto não existe total certeza de que irá acontecer.
Já os fatos climáticos que aconteceram são indiscutíveis e não tem como mudar.
Então podemos afirmar que, nas últimas décadas a temperatura global do planeta
tem subido anualmente. Este aquecimento da atmosfera altera o ciclo das águas
no planeta com chuvas cada vez mais intensas e períodos de estiagem e secas
mais prolongados.
Claro que o El Ninho, evento climático que aquece as águas do Oceano
Pacífico e bagunça o clima do planeta interfere no clima global, mas a ação do
homem também é muito intensa e contribui paras este aquecimento. Vamos imaginar
o planeta queimando anualmente 33 bilhões de barris de petróleo. Em litros
estes valores passam para cinco trilhões ou dois milhões de piscinas olímpicas.
O carvão mineral também é extraído das profundezas da terra para ser queimado
gerando energia. Em 2013 foram minerados quase oito bilhões de toneladas. As
reservas estimadas de petróleo no mundo são de 1,3 trilhões de barris e de
carvão mineral, 1,2 trilhão de toneladas. Imaginem toda esta quantidade
queimada ao longo dos anos liberando bilhões de toneladas de gases na atmosfera
e principalmente o CO2, causador do efeito estufa.
As políticas energéticas mundial devem ser mudadas urgentemente, sob
pena de pagarmos um preço alto pela nossa poluição atmosférica. Muitos países
estão readequando as suas políticas energéticas, mas ainda é pouco,
considerando que os maiores poluidores do planeta, a China e os Estados Unidos
pouco fazem para mudar este quadro. Esperamos que estas reuniões mundiais sobre
o clima que acontece anualmente em algum lugar do mundo não seja apenas
pretexto para dirigentes e integrantes de organizações públicas e privadas
fazerem turismo e postar selfies nas redes sociais.
domingo, 6 de março de 2016
O VÍRUS DA ZIKA CONSEGUIRÁ EXTINGUIR UMA NAÇÃO?

A história mostra ao longo da ocupação humana na face da terra que muitas populações foram extintas ou abandonaram totalmente determinadas regiões devido a insetos vetores de doenças e as próprias doenças. A peste negra, a gripe espanhola e outras doenças que dizimaram populações na Europa e também no Brasil. Agora temos mais um vírus, o Zika, aterrorizando a população brasileira, principalmente as mulheres. Duas notícias sobre as pesquisas com o vírus, que ainda precisam ser confirmadas com mais precisão, são assustadoras: primeiro, ao que parece, o pernilongo comum, presente em maior quantidade no ambiente brasileiro que o Aedes, o mosquito da dengue, também pode transmitir o vírus Zika. Caso seja confirmado podemos afirmar que, em pouco tempo, quase toda a população brasileira passará pela experiência de adquirir o vírus da Zika. E devemos lembrar que o vírus, após se estabelecerem no organismo humano, ficará para sempre. Mas, a notícia mais estarrecedora e dramática foi noticiada recentemente: Experimentos em laboratório realizado por pesquisadores brasileiros indicaram que o vírus da Zika tem capacidade para infectar e matar células do sistema nervoso do embrião humano. Segundo os pesquisadores a ação deste vírus no embrião, na sua fase inicial, poderia levar a sua morte e o aborto enquanto, se esta infecção ocorrer mais tardiamente causaria anomalias no desenvolvimento do sistema nervoso do feto e a microcefalia. Devemos sempre lembrar que são estudos preliminares onde qualquer afirmação seria falsa, mas os indícios caminham para esta conclusão.
Caso seja realmente confirmada, provavelmente teremos uma mudança drástica de comportamento das mulheres e dos casais mais jovens no Brasil. Nas últimas décadas a pirâmide etária do Brasil alterou-se drasticamente. No século passado, na década de sessenta, as mulheres tinham, em média, mais de três filhos. O ultimo censo brasileiro mostrou que este valor caiu para menos de 1,5 filho por casal. Esta mudança de comportamento das famílias ocorreu por vários fatores como ajustes orçamentários, educação, qualidade de vida e a mudança de paradigma da própria mulher. Com isto, a nossa pirâmide etária que tinha uma base larga, ou seja, uma grande população de jovens, mudou. Agora a base é estreita, com poucos jovens. A maior parte da população brasileira está com idade entre 20 e 40 anos e envelhecendo. O provável estrago causado por este vírus está fazendo muitas famílias repensarem os filhos com medo do risco do aborto e da microcefalia. A nossa população jovem diminuirá drasticamente com as famílias tendo cada vez menos filhos, ou até mesmo abrindo mão deles, ou seja, não ter filhos. Com isto a população envelhecerá, morrerá e tenderemos a uma diminuição da população com as mortes superando os nascimentos.
O Brasil depende mais do que nunca dos seus pesquisadores virologistas para tentar conter o avanço deste vírus descobrindo o seu mecanismo de ação no organismo humano e desenvolvendo vacinas para o seu controle. Mas não podemos esquecer da nossa parte: sem mosquito, sem vírus.
sábado, 20 de fevereiro de 2016
O VÍRUS, O MOSQUITO E A MUTAÇÃO DO SER HUMANO
+
O Brasil está assustado, o mundo está
assustado. No país um pequeno mosquito está transmitindo diversos vírus
causadores de doenças. Antes a preocupação estava concentrada no vírus da
dengue e nas suas variações que surgem a cada ano e cada vez mais agressivas,
mas agora outros vírus estão também sendo transmitidos a reboque do mosquito
Aedes, sendo o mais grave, o vírus Zika. Não por causar mortes diretamente, mas
por causar graves danos ao sistema nervoso do ser humano podendo levar a
paralisia e, o que as evidências indicam, atingir o feto durante o seu processo
de formação causando a microcefalia, uma redução do desenvolvimento do cérebro
da criança. Os estudos também estão indicando que este vírus pode ser transmitido também pela saliva e pelo
ato sexual. Os pesquisadores da área de
genética estão mapeando os genes dos vírus e comparando com o material genético
do mesmo vírus, mas de locais diferentes do mundo para tentar explicar porque
determinados problemas acontecem no Brasil e não acontece em outros locais do
planeta, e vice versa. Os virologistas do planeta estão unidos para tentar
conhecer melhor o vírus, o seu modo de ação para poderem criar mecanismos de
proteção para as pessoas, as vacinas. Mas será uma batalha dura, árdua e
constante.
E o vírus nesta história? Este pequeno ser tem
uma capacidade extraordinária de adaptação e mutação. Se umas portas são fechadas eles procuram
outras para entrar no organismo. É como
um bandido tocando o interfone e
alterando a voz para tentar ter acesso a sua casa. Quando você vai atender já é
tarde. Você procura melhorar o seu sistema de segurança com câmeras e outros
dispositivos, mas o assaltante vai
desenvolver outros meios para tentar entrar na sua casa. E quanto mais vacinas
e drogas são desenvolvidas para o seu controle, maior é a pressão do
ambiente forçando a sua mutação. A
vacina da gripe, por exemplo, não é garantia de não pegar mais gripe, afinal,
milhares e milhares de diferentes vírus responsáveis pela gripe estão surgindo
pela própria pressão do meio ambiente, todos os anos.
A população mundial cresce a cada dia e o
planeta esta cada vez mais habitado pelo homem. Vivemos em espaços apertados e
aglomerados, no ônibus, nos escritórios, nos shoppings. Sem saber trocamos
fluidos frequentemente nestes ambientes, principalmente pelo ar ou pelo aperto
de mão e aí, o vírus que está no seu organismo e que você não sabe, passa para
outro individuo. Com a globalização e a facilidade dos transportes pelo mundo,
os vírus podem se espalhar facilmente para os cinco continentes. Filmes de
ficção com epidemias mundiais, doenças e até com pessoas sendo transformadas em
zumbis tem um principio teórico científico muito consistente. Não podemos
depositar todas as nossas fichas esperando uma vacina milagrosa produzida pela
ciência para salvar o mundo, temos que fazer a nossa parte. Só eliminando o
mosquito e seus focos de reprodução, grande parte dos nossos problemas virais
estaria resolvido. Pense nisto.
quarta-feira, 27 de janeiro de 2016
sábado, 9 de janeiro de 2016
A NOSSA LAMA DE TODO DIA
E a lama continua o seu caminho em direção ao
mar. A ultima informação, não necessariamente verdadeira, é que ela chegou ao
litoral baiano, na região de Abrolhos. O que nós podemos afirmar com certeza, é
que a lama continua se deslocando da região do desastre seguindo seu curso,
natural na bacia do Rio Doce: Rio Gualaxo, rio do Carmo, rio Doce e finalmente
o mar. Ainda há muito material depositado na região de Mariana que continuará o
seu percurso com as chuvas. O rio Doce contínua com um elevado índice de
particulados em suspensão na água, deixando-o com aspecto barrento; muito barrento,
comprometendo a qualidade das águas para a vida dos peixes, das plantas
aquáticas e o abastecimento humano. Mesmo com as novas tecnologias de tratamento
da água para abastecimento público, muitos cidadãos de várias cidades,
principalmente a maior da bacia, Governador Valadares, estão com medo de
consumi-la, mesmo com os diversos laudos oficiais atestando a qualidade da água
tratada. Será que podemos culpa-los? E a Samarco? Ações voltadas para as
questões sociais como as ajudas de custo aos moradores que perderam tudo na
tragédia na região, reassentamentos, ajuda de custo aos pescadores, dentre
outras ações sociais estão sendo realizadas, mas e as questões ambientais? Por quanto tempo mais as partículas
rejeitadas pela mineração continuarão a descer o Rio Doce? Teremos que nos
acostumar com esta nova realidade, ou seja, que o Rio Doce agora tem a cor
barrenta em definitivo?
A Samarco deve iniciar imediatamente a
estabilização dos rejeitos naquela região onde encontramos a sua maior deposição.
O material é totalmente instável, adensado e suas partículas sem qualquer tipo
de agregação. Qualquer chuva na região da tragédia em Mariana terá o movimento
das suas águas pela superfície devido a dificuldade de infiltração da água,
levando toneladas de partículas soltas, principalmente as mais finas, para os
rios e para o mar. É preciso apostar nas plantas. Apesar das características
totalmente adversas deste resíduo, as plantas e suas raízes são o único caminho
para a busca do reequilíbrio ambiental na região, tornando estas partículas de
rejeitos em solos verdadeiros, evitando o seu deslocamento para os rios e o
comprometimento da bacia. Temos tecnologia para isto. Sabemos como manejar as
plantas para que agreguem estas partículas soltas evitando que as águas das
chuvas as levem. Não podemos pensar em recuperar o litoral capixaba sem
recuperar a raiz do problema, na região da barragem. A partir desta ação inicial
poderemos pensar em como retirar estes milhões de toneladas de material de
rejeito que estão depositados no fundo dos rios e nas represas das
hidrelétricas.
Dois meses se passaram e percebo que faltam
ações em relação às questões ambientais. A empresa está demorando para agir,
por que será? Até quando vamos observar os rejeitos da mineração cruzar mais de
700 quilômetros de rios, se espalhar pelo mar e comprometer os nossos biomas?
terça-feira, 15 de dezembro de 2015
sábado, 12 de dezembro de 2015
segunda-feira, 7 de dezembro de 2015
quarta-feira, 2 de dezembro de 2015
terça-feira, 24 de novembro de 2015
segunda-feira, 16 de novembro de 2015
domingo, 15 de novembro de 2015
quarta-feira, 11 de novembro de 2015
sexta-feira, 6 de novembro de 2015
MAIS UMA BARRAGEM, MAIS UMA TRAGÉDIA
E mais uma barragem de rejeitos da mineração se
rompe em Minas Gerais. Nos últimos 14 anos inúmeras tragédias humanas e
ambientais foram registradas no Estado. Na cidade de Nova Lima em 2001; 2007 em
Miraí; 2014 em Itabirito e agora em 2015 no Município de Mariana. Dezenas de
pessoas mortas e feridas, perdas de inúmeras residências, carros e diversos
bens, criações e plantações perdidas e danos ambientais incalculáveis para a vegetação
e principalmente, os recursos hídricos. Durante as minhas aulas de impactos
ambientais no uso dos recursos hídricos, um dos assuntos abordados é o impacto
das atividades da mineração. E agora, infelizmente, mais este triste exemplo estarei
utilizando.
Muitos fatores precisam ser avaliados antes de distribuirmos
as responsabilidades por esta tragédia, mas uma coisa é certa: o dono da
barragem é responsável por ela e por todos os danos causados. Diversas informações
estão surgindo, desde problemas estruturais até o registro de abalos sísmicos
na região, os tremores de terra, mas de baixa intensidade, teoricamente, sem poder
para abalar as estruturas de um grande talude de barragem de rejeitos. E a
fiscalização? Foi ou não eficiente? Os peritos terão pela frente um grande
quebra cabeças para resolver. O certo é que dezenas, ou até mesmo, centenas de milhões
de metros cúbicos de rejeitos de mineração foram despejados nas cabeças dos
moradores de um pequeno distrito do Município de Mariana, impactando o pequeno
Rio do Carmo com previsão de contaminar o Rio Doce em toda a sua extensão, até
a foz, no Espírito Santo, impressionantes 800 quilômetros. O Rio Doce, além de apresentar uma redução histórica
na sua vazão por conta da seca no Vale do Rio Doce, agora recebe esta
impressionante carga de rejeitos. Quem disse que o que está ruim não pode
piorar?
A economia de Minas Gerais tem um de seus
tripés alicerçados na mineração. Falar em fechar as mineradoras é condenar o
Estado à falência. Mas, na contramão ambiental, a atividade é altamente
impactante, destruindo lençóis freáticos e artesianos, utilizando quantidades
absurdas de água nos seus processos, gerando grandes quantidades de resíduos,
principalmente os rejeitos líquidos.
Nestes grandes processos exploratórios dos
recursos naturais promovidos pelas mineradoras não cabe mais a geração e a deposição
destes resíduos da mesma forma que se fazia a mais de 70 anos. Os processos de exploração
evoluem, mas o descarte dos rejeitos não. Continuam com suas barragens de
rejeitos colocando em risco milhares de vidas e o meio ambiente.
Após estas inúmeras tragédias que citamos, está
na hora do Estado cobrar das empresas, pesquisas de reutilização e reaproveitamento
dos rejeitos. Os atuais modelos de disposição de rejeitos não deveriam mais ser
aceitos pelos órgãos ambientais. Esperamos que mais esta tragédia não fique no
esquecimento e que os nossos políticos discutam de forma séria e responsável
sobre o futuro dos rejeitos da mineração.
domingo, 1 de novembro de 2015
sexta-feira, 30 de outubro de 2015
O ALIMENTO E A FOME (FOOD AND HUNGRY)
Segundo a
Organização das Nações Unidas, a ONU, 30% de todo alimento produzido no mundo é
perdido. A estimativa é que 1,3 bilhão de toneladas de alimentos sejam
descartados no lixo anualmente. Enquanto isto, mais de um bilhão de pessoas no
mundo passam fome diariamente. O Brasil é um dos países que apresenta os maiores
índices de desperdício de alimentos. Um
dos mais visíveis para a população
ocorre na gôndola do supermercado. Frutas e verduras são dispostas de qualquer
forma, jogadas e empilhadas, atitude que causa grandes perdas considerando que
o consumidor ao escolher não dará preferência em adquirir produtos amassados,
pois os impactos nos frutos e danos promovem o aceleramento do processo de
maturação e o produto estraga mais rapidamente.
O simples treinamento do funcionário na melhoria da disposição das
frutas e verduras nas gondolas reduziria significativamente as perdas dos produtos e, principalmente, reduzir o preço
para o consumidor final, considerando que os custos das perdas estão embutidos
nos preços que pagamos.
Outro grande
problema está na data de validade dos produtos.
Alguns deles apresentam datas de validade de curto prazo como os
produtos lácteos. Infelizmente, muitos mercados fazem promoção de preços dos
seus produtos apenas quando a data está próxima de seu vencimento, quando o
produto está com a sua vida útil próximo do fim. Por conta disto, muitos
consumidores rejeitam o produto, mesmo com um preço mais baixo. Desta forma, o
mercado é obrigado a descartar no lixo os produtos, pois como a sua garantia de
consumo foi perdida, a doação é proibida.
Outras perdas
acontecem no processo de produção e comercialização. Na produção, na colheita,
no armazenamento, transporte, ou seja, em toda a cadeia produtiva. Segundo pesquisas
recentes, as perdas de frutas e hortaliças do campo até a gôndola do
supermercado podem chegar a 50%! Enquanto isto milhões de pessoas no Brasil
passam fome sem ter o mínimo para a sua alimentação.
Paralelamente a
logística de produção e comercialização dos alimentos deveria ser criado um
sistema de reaproveitamento, considerando que muitos destes alimentos são
descartados não por comprometimento de sua qualidade mas devido a sua
aparência. Um fruto ou uma hortaliça atacada por uma lagarta perde o seu valor
comercial mas ainda possui qualidade e pode ser consumido. Os grandes
supermercados assim como os Centros de Comercialização, os Ceasas, deveriam se
responsabilizar por viabilizar estes produtos para as comunidades carentes,
instituições filantrópicas, dentre outras que carecem deste recurso.
Todos nós,
empresários, políticos e cidadãos devemos contribuir para amenizar a situação
difícil que vários brasileiros passam no seu dia a dia, principalmente neste
momento de crise, corte nos investimentos sociais e desemprego generalizado. A
realidade de parte dos brasileiros é difícil e o pouco que fazemos faz uma
grande diferença para estes cidadãos excluídos.
According to the United Nations, the UN, 30% of all food produced
worldwide is lost. It is estimated that 1.3 billion tons of food are discarded
in the trash annually. Meanwhile, more than one billion people worldwide go
hungry daily. Brazil is a country that has the highest food wastage rates. One
of the most visible to the population occurs in the supermarket. Fruits and
vegetables are arranged in any way, played and stacked attitude that causes
great losses considering that the consumer chooses not to give preference in
purchasing dents products because the impacts on fruit and damage promoted
accelerating the maturation process and the product spoils more quickly. The
simple employee training in improving the provision of fruit and vegetables
significantly reduce losses of the products and in particular, reduce the price
to the consumer, whereas the losses of the costs are entrenched in the prices
we pay.
Another problem is the
expiration date of the products. Some of them have short-term expiration dates
as dairy products. Unfortunately, many markets are promotional prices of their
products only when the date is close to maturity, when the product is your next
life of the order. Because of this, many consumers reject the product, even
with a lower price. Thus, the market is bound to discard in the trash products,
because as their consumer guarantee was lost, the donation is prohibited.
Other losses occur in the production and marketing process. In the
production, harvesting, storage, transport, ie in the entire production chain.
According to recent polls, losses of fruits and vegetables from the field to
the supermarket gondolas can reach 50%! Meanwhile millions of people in Brazil
starve without having the least for their food.
At the same time the logistics of production and marketing of food
should establish a recycling system, considering that many of these foods are
discarded by not compromising their quality but because of their appearance. A
fruit or a vegetable attacked by a caterpillar loses its commercial value but
still has quality and can be consumed. Large supermarkets as well as the Trade
Centers, the Ceasas should be responsible for enabling these products to poor
communities, charities, and others who lack this feature.
All of us, businessmen, politicians and citizens must contribute to
ease the difficult situation that many Brazilians spend on your day to day,
especially in this time of crisis, cuts in social investment and widespread
unemployment. The reality of most Brazilians is hard and the little we do makes
a big difference for these excluded citizens.
quarta-feira, 28 de outubro de 2015
domingo, 25 de outubro de 2015
quinta-feira, 22 de outubro de 2015
quinta-feira, 8 de outubro de 2015
sexta-feira, 2 de outubro de 2015
terça-feira, 29 de setembro de 2015
domingo, 27 de setembro de 2015
sexta-feira, 25 de setembro de 2015
ATÉ QUE PONTO AGUENTAREMOS?
Segundo a agência americana que monitora as condições
dos oceanos e da atmosfera terrestre o mês de julho foi recorde: o mais quente
já registrado para este mês nos últimos 135 anos, ou seja, desde 1880. Considerando as projeções feitas por alguns
especialistas, pode-se estimar que foi o mais quente dos últimos quatro mil
anos! Considerando o primeiro semestre
de 2015, as médias também foram as maiores já registradas. E como tudo que não está
bem pode ficar ainda pior, esta mesma agência climatológica compactua com as
informações liberadas pela agência espacial americana, a NASA e a agência
meteorológica do Japão informando que o ano de 2015 será o ano mais quente da
história moderna. São vários os fatores que estão promovendo o aumento de
temperatura do planeta: fatores naturais e antrópicos, ou seja, causados pelo
homem. Dentre os fatores naturais, o principal é um evento muito conhecido no
planeta, o chamado El Nino. Este evento é um aquecimento acima da média das
águas do Pacifico Sul que causa uma grande bagunça no clima do mundo,
principalmente na região tropical. Segundo os pesquisadores, este ano o evento
El Nino será um dos mais intensos já registrados. No Brasil temos chuvas em
excesso no Sul e seca no Nordeste. Infelizmente é considerado um fator natural
do planeta e estamos totalmente sujeitos aos seus efeitos.
Os fatores causados pelo homem, que já estamos cansados
de ouvir falar, passa pela industrialização, consumo excessivo dos recursos
naturais, queima de combustíveis fósseis como o petróleo e o carvão mineral, as
queimadas, muito comum no Brasil, o desmatamento e diversos outros fatores
menores, mas igualmente danosos ao meio ambiente, tendo o homem como
responsável.
Para complementar este ciclo mortal, quanto
mais quente, mais energia elétrica é necessária para aliviar o calor pois mais
ar condicionados serão utilizados, ventiladores, geladeiras e freezers além do
ar condicionado dos veículos que aumentam o consumo de combustíveis como
gasolina, diesel e álcool.
Estamos vivendo um ciclo perigoso no planeta
com o aquecimento global e o aumento vertiginoso do consumo de energia para
sobreviver neste calor intenso. Alguns questionam informando que o aquecimento
global é uma grande farsa capitalista, mas você leitor pode fazer uma pequena
pesquisa para saber se a sensação de calor aumentou ou não. Converse com seu
avô, avó ou bisavós ou outras pessoas que já passaram dos setenta anos e
pergunte a elas se as temperaturas de hoje são as mesmas, estão menores ou se o
calor aumentou na sua região em relação há algumas décadas atrás; cinquenta ou
sessenta anos.
As nações, seus governantes e populações, estão
repensando as suas ações em relação as mudanças climáticas, mas ainda é pouco. Precisamos
de ações mais firmes e comprometidas de todos com o nosso meio ambiente e a
nossa própria sobrevivência.
sexta-feira, 18 de setembro de 2015
SE ELES CONSEGUEM, POR QUE O BRASIL NÃO CONSEGUE?????
O rio Tâmisa, um dos cartões postais que atravessa a Inglaterra e a sua capital, Londres, sempre foi motivo de vergonha para os
moradores. A situação de poluição é antiga, desde o século XIX, nos anos de 1800. Naquela época o rio era chamado pelos habitantes da terra da Rainha Elizabeth de “o grande fedor”. A situação de agressão ambiental perdurou por várias décadas, a ponto de ser declarado “biologicamente morto” pelas autoridades inglesas. A partir da segunda metade do século passado as autoridades inglesas resolveram tentar reverter este quadro de extrema poluição do rio iniciando o processo de despoluição do seu leito, um caminho longo, de muito trabalho e principalmente, de elevado gasto financeiro. A melhora lenta e gradual da qualidade das águas do rio já é visível, principalmente com a observação de inúmeros animais marinhos que haviam desaparecido da região por conta da poluição. Golfinhos, botos e até mesmo uma baleia bico de garrafa já foi observada próximo a Londres. Os biólogos estimam que cerca de 670 focas comuns vivam no estuário, sem contar as inúmeras focas cinzentas.
A presença destes grandes animais na região é um indicativo de que os estoques pesqueiros aumentaram significativamente na região. Estas informações mostram que, mesmo em situações extremas de poluição, aparentemente irreversíveis, com uso adequado da tecnologia, vontade política e recursos financeiros é possível reverter quadros de degradação ambiental extrema. Outros rios pelo mundo já foram totalmente recuperados, como o rio Cheonggyecheon, em Seul, que era totalmente poluído e hoje é uma das áreas de lazer da capital sul coreana, rico em áreas verdes e águas cristalinas. O projeto desenvolvido no rio é referência mundial em humanização de cidades, não apenas pela despoluição das águas mas também pela construção de parques lineares que otimizaram o contato das margens com os moradores. Seul é a sétima maior cidade do mundo em número de habitantes com cerca de 10,3 milhões de pessoas. Mesmo com o seu grande porte e pressão de urbanização foi possível recuperar a sua estrutura. Uma outra melhoria ambiental extremamente importante que ocorreu na região: a temperatura médiana área do canal reduziu, em média 3,6º C em relação as outras áreas da cidade.
Enquanto os sul coreanos e os ingleses revitalizam seus mananciais de água, no Brasil continuamos a usa-los com esgoto e lixeira. Situações de poluição como ocorre no rio Paraíba que tem seu curso passando pelos Estados de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro; do rio Pinheiros e rio Tietê em São Paulo são inconcebíveis, considerando o grande déficit hídrico que os maiores estados do
Brasil tem passado nos últimos anos. Infelizmente no Brasil, falamos muito, discutimos muito, idealizamos muito mas, quando avaliamos a prática de implantação dos projetos, verificamos que ela não existe, ou se existe, são ações muito frágeis e incipientes.
O país deveria reavaliar a sua postura em relação aos recursos hídricos do nosso território agindo de forma mais efetiva e eficiente na recuperação destes recursos. Se nem mesmo o efeito olimpíada foi suficiente para estimular os governos a despoluir a baia de Guanabara, então o que realmente poderia motivar os nossos políticos a promover a recuperação dos nossos recursos hídricos?
quarta-feira, 16 de setembro de 2015
domingo, 13 de setembro de 2015
quinta-feira, 10 de setembro de 2015
A CIÊNCIA, A TECNOLOGIA E O MUNDO (THE SCIENCE, THE TECHNOLOGY AND THE WORLD)
Está provado:
sem desenvolvimento científico e tecnológico o Brasil não irá avançar para
lugar algum. A população mundial cresce
a cada dia e todos precisam de alimentos, roupas, remédios e tecnologia. Para
dar conta de produzir tudo que o ser humano precisa a um custo acessível, sem
degradar o meio ambiente e promover as mudanças climáticas é muito complexo.
Por exemplo, para produzir o arroz em quantidade e qualidade é preciso sementes
geneticamente eficientes, tratores para preparo do solo e plantio, utilizando combustível
para esta atividade. Fertilizantes químicos, a maioria importados, tendo que
ser transportados milhares de quilômetros de navio, caminhão, trem até chegar a
propriedade rural. Tem o defensivo agrícola para combater as pragas e doenças, a
irrigação com equipamentos que consomem energia, tem a colheita que usa máquinas
que consomem combustível, o transporte, o processamento (tirar a casca e polir
o grão). Tem o armazenamento em grandes silos. Tem o ensacamento, o transporte
até o distribuidor e ao supermercado, tem a compra pelo consumidor, o preparo e
finalmente o consumo. E ainda temos o ciclo do feijão, milho, trigo, e diversos
outros produtos que devem seguir cadeias longas e complexas até chegar a sua
mesa. Com tudo isto o produtor ainda deve proteger, por lei, a sua reserva
legal, as áreas de proteção permanente, os rios e fontes hídricas.
Apesar deste
complexo funcionamento da engrenagem logística, ela deve ser melhorada continuamente,
aprimorando os sistemas de produção e aumentando a produtividade, considerando que
o tamanho da população aumenta a cada dia e a mesma fica cada vez mais
exigente.
Por conta
disto as Universidades e os Centros de Pesquisa do Brasil e do mundo devem
manter as suas pesquisas científicas continuamente, criando plantas,
fertilizantes e máquinas agrícolas cada vez mais eficientes para produzir cada
vez mais e a baixo custo. Países desenvolvidos investem muito em Ciência e
Tecnologia e colhem seus frutos relativos à geração do conhecimento através das
patentes e vendas destas tecnologias além, é claro, de aumentar sua
produtividade interna de alimentos. A soja transgênica mais vendida no mundo,
inclusive no Brasil, é a soja Roundup ready que apresenta alta produtividade
quando combinada com um herbicida especifico, o glyphosate. A empresa Monsanto,
assim com o seu país de origem, os Estados Unidos, ganham muito dinheiro com o domínio
das patentes das variedades de soja e do herbicida em todo o mundo, apesar da
patente do herbicida já ter vencido.
Resumindo:
quem detém o conhecimento cientifico e tecnológico está à frente de todas as
demais nações dependentes de tecnologia. Já perceberam que algumas pessoas
dependem de certos remédios que não tem no Brasil, que precisam ser importados
e que custam uma fortuna? Por conta disto os países asiáticos passaram a
investir pesado em desenvolvimento tecnológico com a criação de Universidades e
pessoal qualificado para o desenvolvimento tecnológico. Devemos valorizar as
nossas Universidades não apenas como formadora de bons profissionais, mas
também como geradora de novas tecnologias para o desenvolvimento do país.
It's proven: no scientific and technological development Brazil will not go nowhere. The world population is growing every day and all need food, clothing, medicine and technology. To account for produce everything that the human being needs at an affordable cost, without degrading the environment and promote climate change is very complex. For example, to produce rice in quantity and quality it takes seeds genetically efficient tractors for land preparation and planting, using fuel for this activity. Chemical fertilizers, mostly imported, having to be transported thousands of kilometers of ship, truck, train to reach rural property. Has the crop protection product to control pests and diseases, irrigation equipment that consumes energy, has the harvest using machines that consume fuel, transport, processing (remove the peel and polish the grain). It has storage in large silos. Has the bagging, transport to the distributor and supermarket, is the purchase by the consumer, preparation and finally consumption. And we still have the bean cycle, corn, wheat, and various other products should follow long and complex chains until it reaches his desk. With all this producers must still protect by law the Legal reserves, areas of permanent protection, rivers and water sources.
Although this complex logistics operation, it should be improved continuously improving production systems and increasing productivity, considering the size of the population increases every day and the same is increasingly demanding.
Because of this the Universities Brazil and the research centers word must keep their continuous scientific research, creating plants, fertilizers and more efficient farm machinery to produce more and at lower cost. Developed countries invest heavily in science and technology and reap its fruits on the generation of knowledge through patents and sales of these technologies and to increase their internal productivity of food. The transgenic soybean most sold in the world, including Brazil, is the Roundup Ready soybeans that has high productivity when combined with a specific herbicide, glyphosate. Monsanto company as well with their country of origin, the United States, earn a lot of money to the field of patents on varieties of soybeans and herbicide in the world, despite the herbicide patent has already expired.
Who has the scientific and technological knowledge is ahead of all other nations dependent on technology. Have you noticed that some people depend on certain remedies that do not have in Brazil, which need to be imported and that cost a fortune? Because of this Asian countries are investing heavily in technological development with the creation of universities and qualified personnel for technological development. We should value our universities not only as a good professional trainer, but also as a generator of new technologies for the development of the country.
It's proven: no scientific and technological development Brazil will not go nowhere. The world population is growing every day and all need food, clothing, medicine and technology. To account for produce everything that the human being needs at an affordable cost, without degrading the environment and promote climate change is very complex. For example, to produce rice in quantity and quality it takes seeds genetically efficient tractors for land preparation and planting, using fuel for this activity. Chemical fertilizers, mostly imported, having to be transported thousands of kilometers of ship, truck, train to reach rural property. Has the crop protection product to control pests and diseases, irrigation equipment that consumes energy, has the harvest using machines that consume fuel, transport, processing (remove the peel and polish the grain). It has storage in large silos. Has the bagging, transport to the distributor and supermarket, is the purchase by the consumer, preparation and finally consumption. And we still have the bean cycle, corn, wheat, and various other products should follow long and complex chains until it reaches his desk. With all this producers must still protect by law the Legal reserves, areas of permanent protection, rivers and water sources.
Although this complex logistics operation, it should be improved continuously improving production systems and increasing productivity, considering the size of the population increases every day and the same is increasingly demanding.
Because of this the Universities Brazil and the research centers word must keep their continuous scientific research, creating plants, fertilizers and more efficient farm machinery to produce more and at lower cost. Developed countries invest heavily in science and technology and reap its fruits on the generation of knowledge through patents and sales of these technologies and to increase their internal productivity of food. The transgenic soybean most sold in the world, including Brazil, is the Roundup Ready soybeans that has high productivity when combined with a specific herbicide, glyphosate. Monsanto company as well with their country of origin, the United States, earn a lot of money to the field of patents on varieties of soybeans and herbicide in the world, despite the herbicide patent has already expired.
Who has the scientific and technological knowledge is ahead of all other nations dependent on technology. Have you noticed that some people depend on certain remedies that do not have in Brazil, which need to be imported and that cost a fortune? Because of this Asian countries are investing heavily in technological development with the creation of universities and qualified personnel for technological development. We should value our universities not only as a good professional trainer, but also as a generator of new technologies for the development of the country.
quarta-feira, 9 de setembro de 2015
domingo, 6 de setembro de 2015
sexta-feira, 4 de setembro de 2015
A DEGRADAÇÃO AMBIENTAL E A CRISE ECONÔMICA (THE ENVIRONMENTAL DEGRADATION AND ECONOMIC CRISIS)
A DEGRADAÇÃO AMBIENTAL E A CRISE ECONÔMICA

A crise econômica criada por gestores
incompetentes e, muitas vezes mal intencionados, afeta não apenas a gestão
pública e a população mas também o meio ambiente. Vivemos em um tempo onde a
pressão social para o acúmulo de riquezas é grande e a forma para alcançar
estes objetivos está atrelada aos mais diversos processos éticos, legais e de
esforço pessoal, mas também aos ilegais como a corrupção, sonegação e a
exploração insustentável dos recursos naturais, incluindo a exploração ilegal
de madeira de matas e florestas e de animais silvestres.
Neste momento de crise onde as portas se fecham
assim como as oportunidades de ganho e até mesmo de sobrevivência, os olhos
ficam voltados para uma das grandes riquezas que o país possui: os recursos
naturais. No caso da sobrevivência temos alguns casos extremos. Pessoas que
moram no interior, que sobreviviam com um salário mínimo, utilizado para sustentar toda a família, de
repente se encontram desempregados e sem qualquer possibilidade de obtenção de
recursos financeiros. O desespero faz com que os membros da família partam para
campo para caçar animais silvestres e realizar a extração vegetal na mata
nativa. Apesar de ser um ato ilegal, como punir estas pessoas, totalmente
excluídas de nossa sociedade e sujeitas a morrer de fome? E os mega exploradores das florestas que
promovem a extração ilegal de madeira, principalmente da Amazônia, o paraíso
das madeiras nobres e de alto valor? Com a crise financeira a ação dos fiscais
fica comprometida por falta de recursos para ações básicas como abastecer um veículo oficial para
averiguar denuncias. Com isto os
exploradores ilegais deitam e rolam,
destruindo o que ainda temos de matas nativas. Pessoas que não tem o mínimo de
comprometimento com a sociedade ou o meio ambiente, explorando as pessoas
pobres da região, utilizando-as como mão de obra barata e, porque não dizer,
escrava, pois não recebem benefícios ou qualquer outro tipo de apoio, apenas o
suficiente para sobreviver, subjulgadas diante das ameaças veladas dos pseudo
patrões.
Proteger e recuperar o meio ambiente e seus
recursos naturais envolve grandes somas
de recursos financeiros , dinheiro que o país não tem, ou tinha, mas foi
desviado ou mal utilizado. Não temos bola de cristal para adivinhar o futuro,
mas o aumento desenfreado do desemprego, a redução dos investimentos públicos e
a redução das atividades econômicas no Brasil empurrará uma grande massa de
brasileiros desacreditados com uma melhora de curto prazo na economia, para a
exploração de recursos para sua sobrevivência. A exploração dos recursos
naturais como o tráfico de animais silvestres, garimpos ilegais e altamente
impactantes, produção de carvão de madeira nativa, dentre outras ações serão
intensificadas, criando um problema a mais para os governos e a sociedade.
O certo é que com a economia fraca e em
recessão a pressão sobre os recursos naturais aumentará, fato que já acontece em países
pobres do planeta. E como os governos lidarão com mais este problema? Vamos
aguardar as cenas dos próximos capítulos.
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